terça-feira, 20 de novembro de 2012

A eterna falta de parâmetro dos Especialistas em F1



Hoje a tarde, o amigo @brunovox23 quis me encher o saco e mandou um link para uma matéria sobre a lista de 20 maiores (entendi como melhores) pilotos de F1 e, é claro, a lista é bizarra. Essa lista, como as outras divulgadas anteriormente esbarram na falta de parâmetros. Não vou nem contestar a liderança desse menino mimado aí que leva o título de Herói do Brasil. O problema é mais embaixo:

Primeiro, vejam a lista completa:
1: Ayrton Senna (Brasil)
2: Juan Manuel Fangio (Argentina)
3: Jim Clark (Grã-Bretanha)
4: Michael Schumacher (Alemanha)
5: Alain Prost (França)
6: Stirling Moss (Grã-Bretanha)
7: Jackie Stewart (Grã-Bretanha)
8: Sebastian Vettel (Alemanha)
9: Niki Lauda (Áustria)
10: Fernando Alonso (Espanha)
11: Alberto Ascari (Itália)
12: Gilles Villeneuve (Canadá)
13: Nigel Mansell (Grã-Bretanha)
14: Mika Hakkinen (Finlândia)
15: Lewis Hamilton (Grã-Bretanha)
16: Nelson Piquet (Brasil)
17: Emerson Fittipaldi (Brasil)
18: Jack Brabham (Austrália)
19: Graham Hill (Grã-Bretanha)
20: Jochen Rindt (Áustria)

E abaixo, faça o check na lista dos 7 erros mais crassos:

1. Juan Manuel Fangio em 2ª lugar. Difícil essa questão que envolve os hermanitos, eles se apegam a esse negócio de melhor do mundo. Mas, para começar, o Fangio é de uma época em que a F1 era brutalmente diferente. Não tem como comparar os campeonatos pós década de 70, com aquilo que tinha nos anos 50. Ele era o melhor disparado nessa década, mas qual o critério de comparação para ver se ele foi melhor que o Prost, por exemplo? E se ele está na 2ª colocação por causa dos 5 títulos, porque o Schumacher não está na frente dele?

2. Stirling Moss em 6º lugar. Eu sei, o Galvão Bueno faz a mesma coisa por aqui, mas acho que é uma besteira esse negócio de protecionismo e reserva de mercado. Stirling Moss entrou aqui para aumentar a visibilidade da Grã-Bretanha na lista. Um cara que foi 4 vezes vice-campeão, só pode estar em listas que se destaquem Vasco da Gama e Rubens Barrichello. Isso, sem falar que ele é da época do Fangio. 

3. Sebastian Vettel em 8 lugar. Que esse garoto é um piloto diferenciado e já merece estar no hall da fama da F1, não há dúvida, mas daí colocá-lo entre os 10 melhores de todos os tempos é brincadeira de mal gosto. Como assim, meu chamarrada? Apesar de toda sua habilidade, ele só ganhou com o melhor carro da temporada (já vi esse filme na Mc Laren). Nunca o vi tirando leite de pedra e apesar de considerá-lo melhor, ele não se destacou tanto de seu companheiro de equipe na Red Bull. 

4. Fernando Alonso em 10º lugar. Evidentemiiente, outra pegadinha da BBC. Primeiro que na habilidade, ele é melhor que o Vettel, segundo que, mesmo sendo melhor que o Vettel, ele não é gênio e deve muito de suas vitórias à espionagem industrial e à maracutaias que sempre o beneficiaram. 

5. Nigel Mansell em 13º lugar. Aí vale o patriotismo inglês pesado. O Nigel Mansel correu contra o Piquet de 1980 até 1991. Nunca o venceu na disputa de um campeonato. Nessa mesma época, Piquet venceu 3 campeonatos mundiais. Tem alguma explicação plausível para ele estar em 13º lugar? Não, porque ele era um zé-ruela rápido, mas inconstante. Só ganhou um título em 1992, com o melhor carro e mais nada. 

7. Nelson Piquet em 16º lugar. O cara ganha 3 campeonatos mundiais, disputando contra 3 ditos TOP 10 do mundo (Senna, Prost e Lauda) e o que sobra para ele é um 16º lugar? Se isso não é vingança dos repórteres que ele sacaneou durante a carreira, não sei o que é!     

6. Emerson Fittipaldi em 17º lugar. O cara foi o campeão mais jovem da F1 durante anos e anos, venceu seu primeiro campeonato em cima do Jackie Stwart (que está em 7º lugar) e foi bi-campeão em sua 5ª temporada e o que arrumam para ele é um humilhante 17º lugar? 

Não vou fazer minha lista porque isso exige parâmetros pré-definidos. O melhor seria escolher o melhor em cada "categoria", como no Oscar:

Categoria Show Man 
O cara que vencia corridas de forma espetacular, tirava leite de pedra, que corria cada corrida como se fosse a última chance de vencer o campeonato e que era queridinho da imprensa internacional.
 AYRTON SENNA


















Categoria Nervos de Aço
Estrategista de primeira, calmo, consciente, e quase infalível. Suas vitórias eram geralmente mornas, mas sua paciência e regularidade o fizeram campeão por 4 vezes, nem sempre com o melhor carro.
ALAIN PROST


















Categoria Desbravador
Foi o primeiro mega-campeão em uma época em que a F1 ainda engatinhava. Tem seu valor histórico, apesar de não ter como se medir sua habilidade nos dias de hoje. 
JUAN MANUEL FANGIO


















Categoria Prodígio
Começou relativamente tarde no Kart (14 anos), não era chegado à concentração e foco no esporte, preferendo mais a balada e as mulheres. Mesmo assim, era um acertador de carros perfeito, é o autor da maior ultrapassagem já feita na F1 e foi 3 vezes campeão mundial. 
NELSON PIQUET


















Categoria Começar de Novo (ou Volta por Cima)
Foi campeão em 1975, sofreu um acidente em 1976 que queimou parte de seu corpo e quase lhe tirou a vida e foi campeão de novo em 1977 e 1984, correndo contra Prost, Piquet, Mansel e Rosberg. 
NIKI LAUDA


















Categoria Competidor Implacável
Maior recordista de todos os tempos na F1, venceu 91 GPs, foi ao podium 155 vezes, marcou 68 pole positions, 77 voltas mais rápidas e, nada menos do que 7 campeonatos mundiais. É, com certeza, o maior competidor de todos os tempos.
MICHAEL SCHUMACHER 


















Categoria Não é Minha Culpa
Correu durante 18 temporadas, mas não venceu nenhum campeonato. Participou de 326 GPs e só ganhou 11, o que lhe da uma razão de 3,3% de aproveitamento. Mas não se enganem, ele era extremamente habilidoso, o que prejudicava ele era a equipe, ou o Alemão, ou a falta de chuva, ou os pneus, ou o projeto do carro, ou a potência do motor. Enfim, um grande injustiçado, só que não! 
RUBENS BARRICHELLO

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Jack's Euro Tour - Amsterdam

Acredito que a primeira coisa que devo falar sobre Amsterdã é que é uma cidade foda. Uma parada de explodir a cabeça. A começar pelos contrates entre o louco e o pacato, entre o moderno e o antigo, entre locais e imigrantes e, como fomos para passar o Reveillon, entre o clima gelado e o calor humano.

Outra coisa, é que alguém vai perguntar porque tem gente que escreve Amsterdã e outros grafam Amsterdam. Amsterdam é o nome em holandês, Amsterdã em português do Brasil e Amsterdão em português de Portugal.

A parte turística da cidade é o centro, onde passam os canais, onde a arquitetura é medieval, onde funcionam os coffe shops e onde as meninas do Red Light District se exibem nas vitrines. Mas dá para ver parte da "outra" Amsterdã no trajeto do aeroporto Schiphol que fizemos de trem. Por temos pego o trem errado, pudemos ver até o estádio Ajax, mas pelo caminho certo, dá para ver alguns prédios dos "subúrbios" .

Aeroporto Schiphol

Bom, mas a Amsterdã que habita o imaginário de todos começa na Centraal Station. Um prédio que define a arquitetura holandesa e que, apesar do climão medieval, você sente o ritmo frenético. São turistas (a maioria jovens, mas não só jovens) chegando de todos os lugares do mundo: alguns escoceses de kilt, uns suécos de dreads nos cabelos, uns brasileiros com a camisa da seleção. Enfim, são loucos e retardados do mundo inteiro chegando com seus mochilões nas costas prontos para um período de insanidade. Não é para menos, a cidade vive em torno de 2 eixos temáticos, Sexo e Marijuana. 

Centraal Station

Uma parada que é bom se atentar ao ir à Amsterdã é que, apesar de a maioria das pessoas falar inglês, a lingua oficial é o holandês e os nomes das ruas são todos em holandês. Se você não tiver um bom mapa, pedir informação pode ser difícil. Digo isso porque, apesar de estar com um mapa na mão, não conseguimos achar a casa que alugamos de primeira e pedir ajuda foi bem difícil pois o nome da rua era Lijnbaansgracht. Vai saber como se pronuncia isso! 

Também é interessante saber onde se hospedar. O centro de Amsterdã é tipo que formado por anéis (que são os canais) que partem da Centraal Station. Não recomendo ficar perto da Centraal Station, mas é bom não ficar em um "anel" muito afastado. 

As atrações que fizemos em 3 dias são as básicas, mas acho que dá para aproveitar bastante. 

Chegamos em casa no dia 29.12.2011, por volta das 16h e, deixando as malas na casa, fomos para a Praça Dam, que é a praça central. Lá comemos um hotdog com mostarda holandesa em uma barraquinha no meio da praça. Em outra barraca comemos waffels e stroopwafels. Na sequência emendamos uma visita no Madame Tussauds, que além das estátuas de cera de celebridades, tem uma sessão só falando sobre a história da cidade.





































Mais a noite, compramos ingressos para o Ice Bar. Era um pouco longe da casa, mas valeu a pena. Chegamos para a sessão da meia noite e foi bem maneiro. Você é obrigado a colocar casacos gigantes e luvas de couro para entrar numa câmara frigorífica à -7º onde tudo é feito de gelo. Balcão de gelo, copo de gêlo, banco de gelo, estátuas de gelo, tudo de gelo. Daí rola um filminho 4D e te servem 2 canecas de chopp Heineken. Essa foi a cerveja mais estupidamente gelada que já bebi na vida.  

Mas o melhor ainda estava por vir. Quando saímos do bar, fomos agraciados por uma nevada. Tudo bem, foi neve o bastante apenas para cobrir o para-brisas dos carros, mas foi neve. Aliás, a única da viagem, porque em 2012 a neve demorou um pouco para chegar. 

Na volta para casa jantamos no Burger Bar. Pedi um Cheese Bacon com hamburger de Black Angus e batatas fritas indescritíveis tanto em sabor, quanto em crocância. 

Cheese Bacon com hamburger Angus no Burger Bar.

No segundo dia, 30.12.2011 conhecemos alguns lugares tradicionais (obrigatórios) de turista, mas nem por isso, menos divertidos:

O passeio de barco pelos canais de Amsterdã é, com certeza, uma atração indispensável. Existem variações desses passeios, do simples ao romântico. Não investiguei a fundo, mas é capaz de terem modalidades extreme de excursões de barco. Nós fizemos o passeio simples que já é maneiríssimo.


















Boat Cruise pelos canais da cidade.

O primeiro deles, obviamente, foi o Heineken Experience. Como eles gostam de falar, não é um museu, é uma experiência. Fomos a pé de casa até o local para conhecermos melhor a cidade. Chegamos lá e, já na entrada, tiramos a sorte grande (ou será o destino)! Quando se paga o ingresso, você ganha uma pulseira com 2 bottoms destacáveis, que valem 2 chopps Heineken. Mas eu e a @basinha_russell recebemos 2 pulseiras cada, ou seja, 8 chopps.


Os "Green Umpa Lumpas" me receberam com sorte em dobro. 

Esse passeio é bem divertido e "instrutivo'. Aprendemos como é produzida a heineken, aprendemos a servir a heineken no copo de heineken, conhecemos a antiga fábrica, além de assistirmos mais um filminho 4D. Muitas fotos e no final uma Heineken Store que é a perdição do cervejeiro!



  








































Depois desse passeio, conhecemos o The Bulldog, um dos mais tradicionais coffe shops de Amsterdã, que tem uma parte para quem quer beber e outra para quem faz fumaça. As duas partes são separadas por uma lojinha onde você pode comprar souvenirs como isqueiros, cinzeiros, camisetas e outras coisinhas mais!























O final da noite foi bem legal. Caímos para um bar temático chamado Players Cafe, que fica na Warmoesstraat, esquina com Beursstraat, bem pertinho da Praça Dam. Bar maneiro, mas não entre de boné ou gorro, senão o Tenente Hightower (que é o segurança) vai encrencar com você.

















Players Cafe, na Warmoesstraat, esquina com Beursstraat.

O terceiro dia, 31.12.2011, foi bem corrido, porque queríamos conhecer mais coisas, mas ao mesmo tempo, precisávamos comprar as coisas para a nossa ceia de ano novo. Acordamos cedo e fomos direto para o Vondelpark. Como era inverno, o parque estava vazio e paisagem era completamente diferente do que na primavera, quando as pessoas fazem piqueniques e, eventualmente, praticam sexo ao ar livre.







































Ao lado do parque tem uma igreja que vale a pena dar uma olhada, a VondelKerk. Não cheguei nem a entrar, mas é uma bela construção.























Logo depois, fomos até o Museumplein, que é aquela praça onde, além dos museus, tem o letreiro I'AMSTERDAM. É obrigatória aquela fotinho básica de turista!
Nesse dia, descobrimos que a melhor festa de reveillon de Amsterdam acontece ali. Trata-se de um mega show da loteria (algo tipo um show para a Mega Sena da Virada).


































Seguindo o fluxo, fomos ao Albert Cuyp Market, uma feira que tem tudo o que você possa imaginar, de pulgas adestradas, à dromedários bêbados. Ok, não tem dromedário, mas pudemos comprar frios, queijos, frutas e ainda fiz uma moral com patrôa, comprando um buquê de tulipas. Nada mais holandês!























Na sequência, fomos até o Muro Medieval, que eu realmente achei que era um tanto diferente. Passaria por ali sem perceber que era o "Muro Medieval", mas em fim, é um ponto turístico no caminho do mercado flutuante de flores e do museu da tortura medieval.
O Mercado de Flores é legal e tudo mais, mas também não é o que eu imaginava. Tem tulipa, tem girassol e tem ervas que "aliviam e temperam".

















O Museu da Tortura Medieval é um museu bacaninha, mas só vá visitá-lo se você gostar muito do tema, ou se tiver tempo disponível. As fotos falam por si só:
























Após o Museu da Tortura, fomos até o Hash and Marijuana Museum, mas não vale a pena os 5 euros da entrada. O bom foi que ele fica na Red Light District, então, no cair da noite, fomos até o famoso bairro onde as meninas se expõem nas vitrines. Nas ruas principais, que margeiam os canais, já dá para se ter uma ideia do que é a parada, mas se você quer ter uma experiência sociológica, entre nas ruazinhas transversais, porque é ali que o bicho pega. Infelizmente, não se pode tirar foto nessa parte da cidade.

Depois disso, fomos para casa nos preparar para o reveillon. Passamos na Praça Dam para comprar os famigerados Oliebollen, que são os bolinhos tradicionais do ano novo holandês. Montamos nossa ceia com vinho de tulipa, morangos, framboesa, tangirinas, uvas, tomate seco, salaminho, queijos e oliebollen.






















O ponto alto da viagem foi o reveillon na Museumplein. Milhares de pessoas bonitas e educadas do mundo inteiro, se respeitando mutuamente, apreciando um show de uma banda bem legal cujo vocalista era um anão. À meia-noite, rolou um show pirotécnico sensacional e para completar, no meio da praça tinha um ponto de venda de pints de Heineken. Reveillon mais perfeito ever!







































Endereços e Preços (2012):

Madame Tussaud - Dam 20, 1012 JS Amsterdam, Netherlands - €20,00

Xtracold Icebar - Amstel 194-196beg.gr., 1017 AG Amsterdam, Netherlands - €19,50 (mas é mais barato comprando em uma agência de turismo no centro).

Burger Bar Reguliersbreestraat 9 BG, 1017 CL Amsterdam, Netherlands.

Amsterdam Canal Cruises Lovers (passeio de barco) - Prins Hendrikkade, 1012 TM Amsterdam, Netherlands - €14,00 (também é mais barato nas agências)
Heineken Experience – Stadhouderskade 78, 1072 AE Amsterdam, Netherlands - €15,00

The Bulldog - Leidseplein 17, 1017 PS Amsterdam, Netherlands.

Players Cafe - Warmoesstraat 170, 1012 JK Amsterdam, Netherlands.
Vondelpark – 1071AA Oud-West, The Netherlands.

Vondelkerk – Vondelstraat 120 1054 GS Amsterdam, Netherlands.

Museumplein – 1071 Oud-Zuid, The Netherlands .

Albert Cuyp Markt - Albert Cuypstraat 67 /HS, 1072 CN Amsterdam, Netherlands.
Bloemenmarkt (Mercado Flutuante de Flores) – Singel 610-616 Amsterdam, Netherlands.

Museu da Tortura – Singel 449 Amsterdam, Netherlands

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

RIP - Tony Sly

Há muito tempo que não postava duas vezes no blog no mesmo dia, mas agora pouco fiquei sabendo de uma notícia triste para todos os apreciadores de hardcore. Morreu hoje o vocalista, guitarrista e fundador da banda No Use for a name, Tony Sly.

A FatWreck soltou a seguinte nota:

“É com grande tristeza que devemos dar adeus a Tony Sly do No Use For A Name. Nós recebemos uma ligação hoje falando sobre sua morte, e estamos devastados. Nós perdemos um incrível talento, amigo e pai – um dos verdadeiros grandes. Fat Mike disse isso: “Um dos meus melhores amigos e compositores favoritos foi embora cedo demais. Tony, sentiremos muito a sua falta.”

Faço minhas as palavras de Fat Mike.

RIP Tony Sly.



The Zombie Experiment NYC

segunda-feira, 4 de junho de 2012

TOP 5 - Filmes Insanos (e legais!)

Continuando com as indicações de filmes, vamos à filmes cujo os roteiros parecem terem sido escritos no embalo do LSD, mas que nem por causa disso deixam de ser legais.

1. Fight Club (Clube da Luta)
Sou suspeito para falar desse filme, pois é o meu preferido. É a "Obra Prima" de David Fincher (Se7en), baseada no livro homônimo de Chuck Palahniuk. Não fui ver no cinema pois pensei que era mais um filminho de luta (como sugere o título). Ledo engano, meus caros. O que menos tem no filme é luta. Tem filosofia profunda, ditados baratos, personagens densos, roubo de gordura de lipoaspiração para fazer sabonete e outras insanidades mais. Destaque para as interpretações 'ABSOLUTAMENTE FODAS" de Edward Norton e Brad Pitt.






















2. Natural Born Killers (Assassinos por Natureza)
Esse filme já tem seu lugar garantido nos TOPs só pela fotografia alucinógena que reina do início ao fim. No começo, o filme nos leva a crer que o foco principal é apenas a violência do casal protagonista, Mickey e Malory Knox. Mais tarde, o foco se transforma, adentrando em temas como a ética na mídia e os princípios morais da audiência. Além disso, o elenco é fodástico, com Woody Harrelson, Juliette Lewis, Robert Downey Jr e Tommy Lee Jones, dirigidos por Oliver Stone.










































3. Twelve Monkeys (Os Doze Macacos)
Esse filme é tenso e, como toda história com viagem no tempo, bastante confuso. O filme, de 1996, foi inspirado em um curta de ficção francês chamado La Jetée. Atuações excelentes de Brad Pitt (indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante) e Bruce Willis e muita dúvida sobre o que é realidade e o que é insanidade. Prestem atenção na clássica cena em que o personagem de Bruce Willis acha que tem um localizador no próprio dente. É sinistro!













































4. Traispotting 
Produção britânica de 1996, dirigida por Danny Boile, é um filme tão denso que muita gente não consegue ver até o final. O filme retrata o cotidiano de um grupo de jovens drogados escoceses, mostrando desde os prazeres do uso da heroína, até a supressão total da dignidade humana. Destaque aqui vai para a cena do mergulho no vaso sanitário e para a atuação do jedi Ewan McGregor, quase irreconhecível ainda na flor da idade.






5. Memento (Amnésia)
Muita atenção ao ver esse filme. Uma piscada de olhos e seu raciocínio lógico foi para o saco! A loucura não está só no enredo, mas também (e principalmente) na edição. Tanto que foi indicado a dois Oscars: justamente Melhor Roteiro e Melhor Edição. Não vou me alongar muito porque esse filme é inexplicável! Apenas assista e tente entender.

domingo, 20 de maio de 2012

Shiryu feelings (1994)

Essa é de 1994, na época que eu era magrinho e cabeludo.
Nessa época, a gente só sabia que a foto tinha ficado embaçada depois da revelação! ahahhahahaha

sábado, 19 de maio de 2012

TOP 5 - Promessas de Aventuras Medievais que não convenceram


Se no post anterior eu elegi os 5 melhores filmes passados na Idade Média, dessa vez a lista conta com filmes que tinham tudo para dar certo (ou quase tudo), mas que, por algum motivo bizarro, não decolaram.

1. Kingdom of Heaven (Cruzada)
Superprodução dirigida por Ridley Scott, filmada em Marrocos, com bons atores, excelente figurino e um polpudo orçamento na faixa dos US$130 milhões. História é bem feita, os cenários magníficos, existem alguns personagens maneiros, mas... É impressionante como esse filme não decola. Apesar das cenas de batalha, o filme parece sempre estar se arrastando. Uma pena. Dormi no cinema, dormi em casa e uso como remédio para insônia.


2. Jeanne d'Arc (Joana D'Arc de Luc Beson)Outro filme que parece que vai bem no início e do nada descamba. O elenco é bem maneiro, com destaque para a linda Milla Jovovich no papel da heroína e John Malkovich vivendo o Rei Charles VII. As cenas de cerco são muito bem feitas e não falta sangue. Só que, do meio para o fim, o filme vira realmente um filme europeu de arte. O ritmo é completamente quebrado pela insanidade da "Santa Guerreira" e pela aparição de Dustin Hoffman, no papel da "consciência" de Joana D'Arc.



3. King Arthur (Rei Arthur)Aguardei ansiosamente a estréia desse filme no cinema, pois havia acabado de ler As Crônicas de Arthur, de Bernard Cornwel. Mas o resultado foi frustrante. Fora uma cena ou outra, o filme é uma catástrofe. E não foi por falta de orçamento e sim por falta de competência de diretor e roteirista. Pensei que um filme sobre esse tema com os recursos atuais e uma boa verba iria chutar bundas, mas não foi bem isso que aconteceu. Nem Clive Olwen, nem Keira Knightley conseguiram salvar a diversão.



4. Pathfinder (Desbravadores: A Lenda do Guerreiro Fantasma)Filme de vikings é sempre uma promessa, mas poucos se desenvolvem o bastante para serem lembrados com contentamento. Esse é um dos que eu esperava alguma coisa e nada aconteceu. Ou melhor, aconteceu, mas foi tão ruim que é melhor não lembrar. Vikings com capacetes de chifres gigantes já me irritam, mas a caracterização dos vikings nesse filme leva-nos crer que são ogros ao invés de seres humanos. Acho que não consigo eleger sequer um ponto positivo desse filme. Se lembrarem, me avisem por favor.



5. A Knight's Tale (Coração de Cavaleiro)
Imagine um filme com o "Coringa" Heath Ledger, baseado em um dos contos mais tradicionais da Inglaterra (The Canterbury Tales). Imaginou? É, mas na sua cabeça ele é bem melhor, porquê não foi assim que ele foi feito! A começar pelo início do filme que toca We Will Rock You, do Queen. Nada contra o Queen! Aliás, acho a trilha sonóra de Highlander muito boa, mas não combina! O filme não decola, não há sangue e a trilha continua comprometendo no resto da trama, misturando elementos modernos com medievais. Enfim, tinha tudo para ser um ótimo filme, mas não foi!


sexta-feira, 18 de maio de 2012

TOP 5 - Filmes de Aventura Medievais

Atendendo ao pedido do amigo @brunovox23, vou postar dicas de filmes aqui. Para começar, meu TOP 5 filmes de Aventura Medieval.

1. Braveheart (Coração Valente)
Épico de 1995, dirigido e estrelado por Mel Gibson e ganhador de 5 Oscars. Situado no final do século XIII, o filme conta a história (ainda que deturpada) do herói escocês Willian Wallace e sua luta pela independência da Escócia. Cenas de batalhas sensacionais e personagens marcantes como Campbel (James Cosmo), o velho indestrutível, o odioso Rei Edward I, Longshanks (Patrick McGoohan), Stephen (David O'Hara), o irlandês maluco que fala com Deus e Hamish (Brendan Gleeson), leal companheiro do herói. Destaque para o discurso de Willian Wallace para motivar as tropas prestes à desistirem de uma batalha contra o exército inglês.



2. Ironclad (Sangue e Honra)
Produção inglesa de 2011, tem como principal atrativo as cenas brutais e realistas. O filme se desenvolve durante a Guerra dos Barões na Inglaterra e conta a história do cerco ao Castelo de Rochester, onde Cavaleiros Templários estão refugiados e não pretendem se render. O ator principal desse filme é James Purefoy, veterano de outros filmes (não tão bons) do gênero, como Coração de Cavaleiro, O Cavaleiro e o Dragão e Solomon Kane.



3. Arn, The Knight Templar (Arn, o Cavaleiro Templário)
Não li o livro (de Jan Guillou), mas quem leu diz que o filme não chega aos pés. De todo modo, Arn é um filme interessante. Conta a história de um jovem nobre suéco que se torna cavaleiro templário que vai à guerra nas cruzadas e, tempos depois, volta para sua terra para resgatar sua paixão e lutar pela liberdade do país. Interessante que é uma produção conjunta entre os países escandinavos, Finlândia, Alemanha e Reino Unido. Arn tem um segundo filme que se chama Arn - The Kingdom at Road's End.



4. 13th Warrior (13º Guerreiro)
Tudo bem, um monte de gente vai me crucificar por causa desse filme, mas acho ele bem divertido, além de a caracterização ser excelente. Acho até que o Antonio Bandeiras no papel principal não compromete. Não obstante, acredito que eu esteja sozinho nessa, haja visto que o filme foi um fracasso de bilheteria. O filme reconta, de maneira fantasiosa (inclusive misturando ingredientes de Beowulf), os relatos de Ibn Fadlan, que tomou contato com os vikings que dominaram a região do Volga e do Dnieper nos anos 800.



5. Robin Hood
Estamos falando do Robin Hood de Ridley Scott, com o gladiador Russell Crowe e a rainha elfica Cate Blanchett. Uma história diferente sobre o mítico fora-da-lei britânico. Mais fiel à história (por exemplo, o Rei Ricardo Coração de Leão não volta à Inglaterra, pois morre em batalha), mais bem produzido e com mais ritmo. Entretanto, o filme não é uma, nem de longe, algo de se "explodir a cabeça". Tem muito romance, não chega a empolgar e, para ser sincero, entra aqui mais por falta de opção, do que por mérito. Incrível como a maioria dos filmes que retrata a Idade Média é mal executado.



Em breve (ou não) essa lista terá mudanças. Isso porque a produtora inglesa Independent está finalizando um projeto para rodar Azincourt, um filme baseado no livro de Bernard Cornwell que conta a história da batalha de mesmo nome. Esse filme promete entrar para a lista para tirar Robin Hood.

Próximo post: TOP 5 Promessas de Aventuras Medievais que não decolaram.
Tag: Medieval, Aventura, Filme, Épico, Espada, Guerra, Movie.
 
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