sábado, 24 de janeiro de 2009

Temporariamente fora de...

Tô de mudança, então, acho que até terça-feira não tem post!

braços,

Jack

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Uma lista de verdade...

Li uma notícia sobre a colocação da modelo brasileira Alessandra Ambrósio em uma lista de mulheres mais sexies de 2009 e achei uma lista mais justa, embora ainda tenhamos alguns desparates.

Para começar, a lista da Revista AskMen é mais internacional, tendo mulheres de vários países, ao contrário da lista VIP, onde a maioria das listadas são ou americanas ou brasileiras. O segundo ponto é que, as escolhidas, na maioria das vezes, são realmente sexies e não só bonitas.

Em primeiro lugar ficou a atriz Cubana/Americana Eva Mendes, figurinha carimbada fazendo par romantico com Denzel Washington e Will Smith.

O segundo lugar foi para Megan Fox, a musa de Transformers que tem como único defeito, o ator Brian Austin Green (o David Silver de Beverly Hills 90210), que é seu namorado.

Em terceiro ficou a modelo Marisa Muller, Secret Angel de Victoria's Secret.

Keeley Heezel nem é conhecida no Brasil, mas é um sucesso na Inglaterra e ficou em 4º lugar.

Mas é claro que a lista não podia ser perfeita. Nessa também temos a sem sal em evidência, como Anne Hathaway (5º) e seu diário de princesa, a bêbada chata da Halle Berry (13º), a imortal Christina Aguilera (35º), a cantora cafona Kate Perry (38º), a Yunjin "De onde tiraram que eu sou sexy" Kim (72º), e a porraloca mor que careca percebemos o quanto é feia Britney Spears (90º).

Além de holandesas, russas, italianas e até uma de Barbados (não, não é a Claudia Ohana, é a Rhianna Umbrella), a lista conta com 3 brasileiras: Alessandra Ambrósio (8º), Adriana Lima (19º), Gisele Bundchen (28º).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Líbano 1982

Para entender a Quinta Guerra Árabe-Israelense é necessário saber alguma coisa sobre o Líbano, país onde a guerra se sucedeu.

O Líbano, pátria dos antigos fenícios, comerciantes notáveis e fundadores de Cartago, a maior rival de Roma na antiguidade.

Apesar de um passado grandioso, o Líbano foi dominado (assim como a Palestina) por diversos impérios. A princípio os Gregos e Romanos, e depois por Turco-Otomanos e os Franceses.

A República do Líbano foi criada em 1926, mas permaneceu sob o mandato da França até 1943. Nessa época o Líbano era um oásis em meio ao deserto que era a região, sendo considerado paraíso fiscal comparado à Suíça e pólo turístico de primeira categoria, sendo chamada por uns de Mônaco do Oriente, por causa de seus hotéis 5 estrelas e cassinos luxuosos, e por outros de Paris do Oriente, devido ao seu ar cosmopolita.

Lógico que não poderia ser tão fácil. Mais uma vez, a religião veio trazer o caos para aquela região. Desde 1926, um pacto tácito dizia que o presidente seria sempre um cristão maronita e o primeiro-ministro, um muçulmano sunita, pois eram as duas “etnias” preponderantes no país.

Acontece que a população mulçumana começou a crescer muito mais do que a cristã e os distúrbios pelo poder começaram a se transformar em luta armada.

Em 1956, eclodiu uma guerra civil. De um lado os cristão pró Tio Sam, do outro, os mulçumanos, apoiados pela Síria e Egito, que eram pró Moscou.

O problema se agravou mais ainda quando os 150 mil Palestinos refugiados no sul do Líbano desde 1948, se transformaram em mais de 300 mil em conseqüência da Guerra dos Seis Dias e do Setembro Negro em 1970. O limite dessa tensão aconteceu em 1980, com a divisão de Beirute pela "Linha Verde". Na parte ocidental moravam os cristãos e na oriental, os mulçumanos.

Acontece que a OLP e Israel estavam em guerra e Yasser Arafat tinha mudado sua base para Beirute. Então, em 1982, Israel atacou o Líbano. A princípio a invasão seria apenas ao sul do país, criando uma faixa de segurança que neutralizasse os ataques à Israel, mas o então Ministro de Defesa israelense, Ariel Sharon, queria mais. Bombardeou Beirute por 2 meses, destruindo a cidade e forçando a saída da OLP da capital libanesa.


Não contente com o estrago, o General Sharon, incentivou milícias cristãs pró-Israel a invadirem os campos de refugiados palestinos de Sabra e Chalita, no Líbano, resultando num massacare de civis que chocou o mundo pela brutalidade. Foram três mil civis mortos em três dias. Entre eles, crianças, velhos e mulheres grávidas.

O massacre teria sido uma represália ao assassinato do presidente pró-Israel, Bashir Gemayel.

Os Estados Unidos enviam tropas para o Líbano depois do massacres de Sabra e Chatila, mas se retiram em 1984, após pressões internacional e da resistência árabe(sírios, libaneses e palestinos). O tiro saiu pela culatra, pois a saída das tropas americanas e Israelenses, em seguida, enfraqueceu os cristãos no país.

Para saber mais sobre o Massacre de Sabra e Chalita, veja a animação WALTZ WITH BASHIR. Um longa baseado nas memórias de um soldado israelense que participou da Invasão do Líbano em 1982.


Próximo Post: Surge o Hizbolah

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Cadê meu time???

Fui jogar basquete nesse domingo. Fazia tempo, muito tempo.

Empolgado, vi um jogo da NBA na ESPN! Fazia mais tempo ainda. Antes eu conhecia todos os grandes astros e sabia suas características e posições: tinha o rei da sexta de três, Mark Price, do Cleveland Cavaliers; o reboteiro Bad Boy, Dennis Rodman, do San Atonio Spurs; o mestre do toco, Dikembe Mutombo, além de lendas como Magic Johnson (no Lakers), Jordan e Pipen (no Bulls), Karl Malone e John Stockton (no Jazz), Larry Bird (no Celtics), Olajuwon, Barkley, David Robinson, Patrik Eween e tantos outros. Eu podia ver um jogo que reconhecia os caras pela fisionomia.
Ewing, Laettner, Johnson, Robinson, Malone, Bird, Jordan, Barkley, Mullin, Pippen, Stockton, Drexler. Técnico: Chuck Daly.

Bom, voltando ao assunto principal, comecei a ver um jogo do Cleveland Cavaliers, do LeBron James (um dos poucos que eu conheço) e New Orleans Hornets.

Fiquei chocado! New Orleans tem time de basquete? Os Hornets não eram de Charlote??? Não era o time do Larry Johnson?? O pior é que fui pesquisar e descobri que Hornet é o apelido da cidade de Charlotte. Mas eles se mudaram. Foram para New Orleans!

Tudo bem, os Grizzlies se mudaram de Vancouver para Memphis. Mas, porra, quem diabos são os Grizzlies???

E o Seattle Supersonics, o time do Shawn Kemp? Foi comprado por um grupo de empresários de Oklahoma e não só se mudou, mas também trocou o nome, deixando a capital grunge órfã de time. Agora é Oklahoma City Thunders. Que horror!

Mas tiveram times que continuaram em suas cidades natais, mas mudaram de nome. Caso do Washington Bullets (1º boné da NBA oficial que eu tive), que virou Washington Wizards. Maldito politicamente correto!

Fiquei com medo de um dia o LA Lakers virar Springfield Lakers. Fui pesquisar (de novo) e descobri que o Lakers foi fundado em Detroit e mudou-se para Mineapolis um ano depois, ganhando o nome atual (porque lá é a cidade dos lagos)!

Cara, como esses caras se comportam quando o time vai embora? Ficam no veneno e torcem para outro, ou continuam torcendo mesmo em outra cidade? No Brasil ia ser o caos um Flamengo em Porto Alegre, ou um Cruzeiro em São Paulo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Liberdade de Expressão x Preconceito

Eu li um livro que diz que o cara quando é ateu sofre mais preconceito do que homossexual, transformista, alcoolatra, etc...

Esse tipo de preconceito pode ser visto na Itália esses dias. A UAAR, União de Ateus e Agnósticos Racionalistas, resolveu fazer uma campanha publicitária e estampar nos ônibus as seguintes frases:

Má notícia: Deus não existe.

Boa notícia: Vcê não precisa dele.

A propaganda foi proibida! O motivo foi que as frases foram consideradas provocatórias e não se enquadravam no código de ética da propaganda italiana.

Enfim, você pode acreditar em um deus furioso que manda matar os povos vizinhos, pode acreditar em um deus que exclui pessoas pelo seu nascimento em um ou outro lugar, mas não pode acreditar que deus pode não existir.

O preconceito é mais forte que a liberdade de expressão!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Kaka na Inglaterra


Pelo o que eu entendi, o Manchester City, time meia boca de Robinho, quer contratar o Kaka pela bagatela de US$ 500 mil semanais, o que resulta na soma de US$ 26 milhões anuais, fora a comissão pela negociação.

Cara, se um árabe milionaire me oferece US$26 milhões por ano para jogar bola, eu nem paro pra pensar. Respondo logo:

- You can call me Susan if it makes you happy.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Guerra do Yom Kippur - 1973

O Yom Kippur é um dos feriados mais importantes da cultura judaica e é traduzido como o Dia do Perdão. Foi no dia 6 de outubro de 1973, quando os judeus celebravam o Yom Kippur, que o presidente egípicio Anwar Sadat (que sucedeu Nasser), em conjunto com a Síria, desferiu um ataque simultâneo ao sul (Península do Sinai) e ao Norte (Colinas de Golã) de Israel, desencadeando a 4ª Guerra Árabe-Israelense.
Para guarnecer o Canal de Suez (conquistado na Guerra dos Seis Dias), Israel construiu fortificações de até 50m de altura com as areias do deserto. Estas fortificações interligadas entre si por um sistema viário ficou conhecido como Linha Bar-Lev.

Os egípcios foram malandros e com mangueiras de alta pressão e bombas de sucção, destruíram os castelos de areia israelenses, permitindo que suas tropas atravessassem as barreiras. Diz-se também que, no primeiro minuto desse ataque foram lançadas 10 mil granadas contra as tropas de israel, que sofreram duras baixas.

O sucesso conseguido nas primeiras 48 horas, tanto em Golã, quanto no Sinai, começou a se reverter a favor dos Israelenses. No contra-ataque judeu, se desenvolveu a maior batalha de blindados desde a Segunda Guerra Mundial.
No norte, Israel chegou a bombardear Damasco e enviar tropas em direção à capital síria, mas a possibilidade de uma intervenção direta da União Soviética no conflito fez os exércitos judeus darem meia volta.
No final das contas, mais uma vez os Árabes pediram arrego, mas dessa vez com um sentimento de dever cumprido, pois infligiram severas baixas ao exército israelense. Apesar disso, as fronteiras não tiveram modificações significativas.
A Guerra do Yom Kippur teve uma consequencia que abalou todo o mundo: a crise do petróleo.

Países árabes membros da OPEP resolveram iniciar um embargo no fornecimento de petróleo para Europa e Estados Unidos, pois esses apoiaram Israel na Guerra, inclusive com fornecimento de armas e equipamentos. Após o embargo, a OPEP estabeleceu cotas de produção e elevou os preços do barril em 300%, gerando uma recessão de grande repercussão internacional.

Salve a Internet

Eu adoro a internet por vários motivos. Um deles é que se eu trabalhasse num jornal, não poderia falar que acho que é o Robinho, o protagonista desse escandalo anonimo:

"Fotos caras

Um jogador da seleção que atua na Europa pagou uma fortuna (a rádio corredor da polícia fala em mais de R$ 100 mil) a um chantagista, que ameaçava divulgar fotos do astro com um fuzil AR-15 na mão.

Não é a primeira vez que o craque se deixa flagrar nesta situação. É pena."



A quem diga (só pela internet, porque na TV ninguém cita nomes) que é o Adriano, mas não sei não!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Cansei de ser Sexy (ou apenas deixei de ser?)

Estava lendo uma Revista Vip de novembro de 2003 onde eram listadas as 100 mulheres mais sexies do mundo, segundo o público brasileiro. Achei engraçado ver algumas figurinhas de um album antigo, como a ex-BBB Manuela, que na época era a 49ª colocada do ranking.

Continuei lendo e resolvi fazer uma pesquisa. A pergunta de partida era, quantas das 100 mais sexies de 2003 permaneciam na lista após 5 anos?

A resposta foi: 41 mulheres permaneceram, ou seja, 59 deixaram de estar entre as 100 mais!

Daí, mais questões surgiram!!!

O que fez a primeira colocada, Daniella Cicarelli, deixar de ser sexy? Por que será que ela não apareceu em 2008? Porque, talvez uma ou outra candidata possa ter suplantado a ex-deusa, mas daí sair da lista em míseros 5 anos????
Poderia acontecer com ela, pelo menos o que rolou com Jenifer Lopes, que passou de 3ª para 87ª ou com a Daniela Sarahyba que passou de 5ª para 88ª. Mas sumir????

E a beldade, quase unânimidade em 2003, Scheila Melo, que ficou em 6º lugar há 5 anos e agora desapareceu como por encanto?

Talvez Maryeva (ex-Guga) e Dany Bananinha, que eram respectivamente 15ª e 17ª colocadas tenham envelhecido e deixado de serem sexies! Tudo bem, elas tem menos de 30 anos, mas nesse ramo de ser sexy, deve rolar uma idade limite!!!

Algumas que nem eram sexies em 2003 continuaram na lista de 2008. Vide o caso de Thalia ou Vanessa Camargo que persistem firmes e fortes!

Mas algumas coisas ficaram sem explicação e provavelmente ficarão eternamente. Uma dessas coisas é como a 48ª em 2003 era Juliana Silveira e hoje a 48ª é a Joelma Mendes da banda Calypso?
E como explicar que Yunjin Kin, a coreana de Lost, tenha entrado nessa lista (88ª) de 2008. Tudo bem que a Syang (88ª em 2003) não era lá grandes coisas, mas não dá para comparar!

Uma efeito ficou comprovado, num espaço de 5 anos, são 5 novas edições do BBB, o que gera uma renovação dessas quase celebridades: Flávia Viana, Natália Casassola, Íris Stefanelli, Juliana Goes, Gysele Soares, Jaque Khury, Grazi Massafera entraram e saiu a já citada Manu (a do Thyrso, lembra?). Sabrina Sato, foi a única da velha guarda que continuou na lista! Palmas para ela.


Enfim, ser sexy é o equivalente a estar nas capas das revistas. De se reiventar a cada ano, de ser motivo de fofoca, mais do que ser cobiçada de fato. Ser sexy é estar na boca do povo.

Setembro Negro

Lembram da OLP de Yasser Arafat, que eu citei no post anterior? Pois bem, em 1970 o Rei Hussein, da Jordânia, viu que estava se formando um Estado Palestino dentro de seu país e o culpado era o comandante palestino Arafat, pois além dos refugiados das 3 guerras árabes-israelenses, agora moravam por ali os guerrilheiros da OLP.

A OLP explodia bombas em Israel e voltava para a Jordânia antes que os judeus soubessem o que estava acontecendo, seqüestravam aviões e pousavam em Amã, para posteriormente explodí-los com os reféns dentro. Isso não era bom para a Jordânia, que tinha suas fronteiras violadas pelo exército de Israel (por culpa da OLP).

O rei, em nome da soberania de seu país e também porque estava tentando ficar com a barra limpa em Washington, começou a expulsar os militantes da OLP de seu território.

Em setembro de 1970 o Exército Real Jordaniano (apoiado por Israel) declarou guerra aos guerrilheiros palestinos, resultando em um verdadeiro massacre de civis. O saldo desse enfrentamento foi de cerca de 10 mil mortos e a expulsão dos paramilitantes de solo jordaniano.

As nações árabes foram contra o episódio, que ficou conhecido como Setembro Negro. Principalmente a Síria, que com apoio soviético, chegou a posicionar seus tanques e atravessar a fronteira jordaniana para apoiar os palestinos.

A paz só foi restabelecida através de um acordo assinado no Cairo e Yasser Arafat e a OLP mudaram-se para o Líbano.

Próximo Post: Guerra do Yom Kippur

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Obamis



Caraca, vários Blogs!!! Já virou Hit!!!!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Nova Geografia

Um aluno meu (valeu Julio) me enviou e logo na sequencioa, o Bob Mussini mandou também. Esse negócio está ficando muito sério:

sábado, 10 de janeiro de 2009

Comandante Yasser Arafat e a OLP


É impossível dividir a figura de Yasser Arafat de sua luta pela causa Palestina. Também é prepotência querer resumir sua biografia em um post. Fica aqui um resumão, pois saber que foi esse homem é vital para a compreensão dos próximos capítulos.

Mohammed Abdel Rahman Abdel Raouf Arafat al-Qudwa al-Husseini (ou simplesmente Yasser Arafat) dizia ter nascido em Jerusalém, a 4 de agosto de 1929. Sua certidão de nascimento dizia que ele havia nascido no Cairo, 20 dias depois. A verdade não se sabe, mas o que interessa é que jamais houve um líder que encarnasse tão carismaticamente o sentimento nacionalista palestino.

Arafat estudou Engenharia Civil na Universidade do Cairo e durante seus anos de Facu, integrou a Irmandade Islâmica, da qual foi presidente de 1952 a 1956. Nesta época, estreitou sua relação com Mohammad Amin al-Husayni (conhecido como Mufti de Jerusalém), um importante líder nacionalista palestino.

Já engajado na causa palestina, serviu ao exército egípcio durante a Guerra de 1948 e a Guerra do Suez (1956). Após a Guerra dos Seis Anos foi viver no Kwait, onde participou da criação do Fatah, uma organização que tinha como objetivos a criação do Estado Palestino e a Destruição de Israel.

Em 1969, Arafat passou a presidir a OLP (criada 5 anos antes) e dedicou décadas de sua vida à ataques terroristas, sabotagens e ações paramilitares estratégicas que resultaram em um banho de sangue de ambos os lados. Esse fato o levou a ser louvados pelos mulçumanos e perseguido por Israel e seus aliados.

A OLP trabalhava como uma frente de facções palestinas radicais (como Fatah e Hamas) no exílio e por diversas vezes precisou mudar de sede, se instalando na Síria, Jordânia, Tunísia, etc.

Com seu inseparável turbante e sua pistola na cintura, Arafat foi temido e admirado e chegou a ganhar um Prêmio Nobel da Paz, mas isso é uma outra História. Por ora, o que se precisa saber é que o terrorismo de Israel era combatido com o terrorismo de Arafat e de sua OLP.

Vocês me enchem de orgulho...

No dia 29 de dezembro eu fiz um teste com algumas frases de efeito para ver se aumentava a frequencia média de acessos e se conseguia bater os 300 acessos (o recorde é 284). Nada aconteceu.

Porém, ao voltar com assuntos polêmicos de política, como a série de posts sobre a questão Palestina, a média de acessos subiu de 123,3 para 185,6. Pode não ser muito, mas pode indicar que existe vida além da pornografia na internet.

Isso me enche de orgulho do blog e de vocês leitores!!!!

Para celebrar, vamos postar aqui uma foto da "Scheila Carvalho no Paparazo"!! If you know what i mean heheheheheh

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Guerra dos Seis Dias

Poucas vezes se viu na história uma guerra com vitória tão ampla e em um espaço de tempo tão curto.

Em 1966, o serviço secreto soviético passou informações para o governo da Síria de um iminente ataque em massa de Israel contra seus vizinhos árabes.

Preocupado com a ameaça de um ataque fulminante, nosso amigo Nasser (o Chávez egípcio) mobilizou tropas para a península do Sinai, mandou embora as tropas da ONU (inclusive com contingente brasileiro) que garantiam o cessar-fogo na península do Sinai desde 1957 e bloqueou o estreito do Tiran.

Vendo que seus planos poderiam ser frustrados pelo inimigo, Israel, dessa vez devidamente apoiado pelos Estados Unidos, desferiu um “ataque preventivo” contra a força aérea do Egito. De um total de 154 aeronaves que o país dispunha, sobraram-lhes apenas 14, sendo que a maioria foi destruída antes mesmo de sair do chão.

A guerra estava declarada. Mais uma vez, Jordânia, Síria e Egito, apoiados por Iraque, Kwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão, atacaram Israel. Sem apoio da Força Aérea Egípcia, os árabes ficaram fragilizados e em três dias toda a península do Sinai e Faixa de Gaza (já ouviu falar dela?) foram dominadas pelos Israelenses, sob o comando do General Ariel Sharon (aquele velhinho bondoso que agora vegeta em um hospital).

Logo depois caiu a Cisjordânia, e após violentos confrontos, as Colinas de Golã, na Síria foram tomadas por forças Israelenses.

Legenda: A parte bege é o território de Israel depois da Guerra de 1948, a parte azul (Sinai, Cisjordânia e Golã são as partes ocupadas na Guerra dos Seis Dias).

Ao final do sexto dia de guerra, os países árabes pediram arrego, pois tinham perdido mais da metade de seu poderio bélico, além de terem 18 mil mortes, contra menos de 800 de Israel. Além disso, mais 350 mil palestinos se tornaram refugiados e sem pátria. Isto é, passaram a viver em barraquinhas sem água, sem comida e sem medicamentos.

Cagando na cabeça da ONU desde 1967 - Em Novembro de 1967, as Nações Unidas aprovam a Resolução 242, que ordenava a retirada de Israel dos territórios ocupados e a resolução do problema dos refugiados palestinos. Israel não cumpriu a resolução para se retirar dos territórios ocupados, e avisou que só negociaria se os estados árabes reconhecessem o estado de Israel.

A Liga Árabe, por sua vez, se reuniou e anunciou uma mensagem de compromisso para o mundo: Não às negociações diplomáticas e reconhecimento do Estado de Israel, que lhes havia causado um grande prejuízo.

Mesmo passando-se mais de 40 anos dessa guerra, os fatos ocorridos deixaram as mais diversas feridas abertas. Uma delas diz respeito ao hoje ministro da infro-estrutura israelense, Benjamin Ben-Eliezer, que cancelou uma visita ao Egito em 2007 por medo de represálias. Acontece que o mesmo ministro citado é acusado de ter executado 250 soldados egípcios já rendidos durante a Guerra dos Seis Dias.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Não me diga!!!!!!!!!!!!!!!!!

Esse nosso presidente não para de me surpreender:

Lula diz que não lê jornais, revistas e internet!



Confira aqui a reportagem completa

Guerra do Suez - 1956

Em 1954, subiu ao poder no Cairo um militar egípcio que havia se destacado na Guerra de 1948. Seu nome era Gamal Abdel Nasser e ele era tipo um Hugo Chavez das pirâmides.

Além de reformas agrárias e mudanças na economia e política, Nasser apoiava o Panarabismo, ou seja, a união das nações árabes em prol de objetivos comuns.

Cheio de moral, Nasser resolveu nacionalizar o Canal de Suez, o que desagradou profundamente as potencias européias França e Inglaterra. De quebra, Israel resolveu protestar junto, pois o Canal era estratégico como única passagem para o Mar Vermelho, além de ameaçar os projetos de Israel de irrigação do Deserto de Negev.


Nessa época o tabuleiro de xadrêz da Guerra Fria estava sendo construido e os Estados Unidos tentaram se manter neutro (quem diria!!!). Em 1956, a aviação franco-britanica bombaredou o Canal e a capital egípicia, enquanto Israel desferiu um ataque fulminante, invadindo a Península do Sinai.

O Egito foi derrotado pelas tres potencias bélicas. Mas, como quem tem padrinho não morre pagão, a União Soviética, com interesses nos agora aliados árabes, passou a pressionar os americanos para que forçassem a desocupação das áreas invadidas, o que acabou acontecendo.

No final das contas, o Egito perdeu, mas saiu vitorioso, com o controle do canal. Enquanto Inglaterra, França e Israel ganharam, mas não levaram!


Curiosidades sobre o canal:


Quem construiu o canal foi uma empresa francesa. O cascalho veio da França, mas a mão de obra foi egípicia. Calcula-se que mais de 1,5 milhão de egípicios tenham trabalhado ao longo dos 10 anos de construção e que 125 mil tenham morrido, sobretudo de colera.

No final do século XIX o Egito teve que vender sua parte para os ingleses, pois sua dívida externa para com aquele país chegava a níveis extratosféricos (conhecemos bem essa tática anglicana).

PS.: Amanhã, A Guerra dos Seis Dias.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Enquanto isso, no Brasil

Lula disse que o Brasil está melhor preparado para essa crise e que por aqui os efeitos serão mais tênues. É lógico que ele não usou esse vocabulário, mas basicamente foi isso.

Mas...

Renault vai suspender mil funcionários por 5 meses

Perdigão fecha duas fábricas e 233 são demitidos

Opa, tenue não tem mais acento!!!!

1948 - A Primeira Guerra Árabe-Israelense

Então, em maio de 1948, ao fazer um acordão de fazer inveja ao congresso brasileiro, o Estado de Israel foi criado. Mas os países da Liga Árabe não aceitaram a resolução da ONU e declararam o propósito de proclamar um "Estado Unido da Palestina", em detrimento de um Estado Judeu e outro Palestino.
Partilha da Palestina proposta pela ONU

A proposta foi rechaçada e assim, Transjordania, Egito, Síria, Líbano e Iraque atacaram os judeus em Israel, ato que foi condenado por Estados Unidos, União Soviética e Israel, que consideraram o ataque ilegítimo.

Nos primeiros meses, as tropas da Liga Árabe conseguiram grandes progressos, embora isso tenha acarretado massacres de civis judeus já rendidos.

A intenção dos mulçumanos era a destruição total do estado de Israel. "Conduziremos um massacre para rivalizar com aqueles conduzidos pelas hordas mongóis", diria as anotações de um oficial da Liga Árabe.

Apesar de mais numerosos e treinados pelos ingleses, os árabes tinham alguns pontos que os deixavam em desvantagem na guerra:

● As primeiras invasões árabes foram feitas por milícias e não por tropas regulares, o que acarretava falta de organização e eficácia.

● Quando as tropas regulares invadiram a palestina, não existia um comando centralizado por se tratarem de 5 nações soberanas.

● As tropas israelenses eram melhor treinadas e mais bem equipadas com armas contrabandeadas da Tchecoslováquia.

● O povo judeu estava mais mobilizado em esforço de guerra para resistir, pois compartilhavam de um sentimento mais forte de nacionalismo, ao contrário dos palestinos que em algumas partes sentiam um forte desejo de serem anexados à outras nações mulçumanas.

Quando o jogo começou a virar para o lado judeu, a carnificina teve força igualmente aterrorizante. Se na invasão árabe, civis judeus foram massacrados, no contra-ataque israelense, dezenas de vilas palestinas foram devastadas por bulldozer e a prática de estupro de mulheres palestinas tornou-se freqüente.

O ataque árabe se mostrou ineficiente e desastroso. Ao final da guerra, Israel dominava 78% do território palestino (21% a mais do que na partilha da ONU), enquanto o Egito ocupou a Faixa de Gaza e a Trasjordania anexou a Cisjordania.


PS.: Eu havia dito que seria uma série de 3 posts, mas fica impossível falar das cinco guerras num só post. Vou postando diariamente até acabar...

domingo, 4 de janeiro de 2009

Para Entender a Palestina/Israel

Como a maioria de vocês sabe, eclodiu no Oriente Médio mais uma guerra pelo território chamado de Palestina pelos árabes e Israel para os judeus. Para entender o que se passa naquele pedaço de deserto infértil e sem petróleo, vou fazer uma série de três post explicativos ao melhor estilo History Chanel.

Abraão, nonaneto de Sem, que por sua vez era filho de Noé (o da Arca), teve uma conversa com Deus (o Javé) que, com sua voz de trovão disse que seu povo era o escolhido, a quem cabia a Terra Prometida. Isso fez com que o povo hebreu, descendentes de Abraão, tivesse a escritura definitiva do terreno, chamado atualmente de Israel.

Acontece que depois de várias invasões, guerras e a destruição de Jerusalém (135 dC) o povo hebreu se mudou para várias partes do mundo no evento que passou a ser chamado de Diáspora.

Os povos que lá ficaram, viveram felizes naquele pedaço de terra árida, chamando-a de Palestina. Os habitantes daquela região eram árabes e tiveram um líder que respondia pelo nome de Mohamed, ou Maomé, e ele também falou com Deus (o Alá). Alá, através de seu "único profeta" conferiu caráter sagrado à cidade de Jerusalém. Mas, é lógico, não poderia ser tão simples.

Acontece que naquele lugar, dizem que viveu um judeu que era contra todo o mainstream hebreu. Esse rapaz, que foi crucificado quando ainda tinha 33 anos, fez tanto sucesso que fez com que 1/3 da população do planeta seguisse seus ensinamentos. É óbvio que Jerusalém passou a ser um lugar mítico para os seguidores desse deus (o Jesus).

Os seguidores de Cristo organizaram cruzadas para invadir e tomar a terra santa e travaram violentas batalhas com os seguidores de Alá. Enquanto isso, os seguidores de Javé, espalhados pelo mundo não abandonavam o sonho de voltar para a terra prometida que haviam deixado.

Durante séculos, a Palestina foi um território habitado por árabes e dominado por diversos impérios, como os Turcos Otomanos e os Ingleses. Eis que, no final do século XIX os judeus espalhados pelo mundo criaram um movimento de “volta ao lar”, chamado Sionismo. Algo como se os jamaicanos rastafáris resolvessem voltar para a Etiópia, terra de seu Deus (o Jah).

O sionismo, que se desenvolveu sob a administração britânica da região, se caracterizava pela imigração judaica para a Palestina. É curioso ressaltar que, no início desse movimento, os judeus extremistas da facção Irgun é quem praticavam atentados terroristas para forçar a aceitação de tais colônias em território árabe.

Antes do movimento sionista, viviam na região cerca de 25 mil judeus e 650 mil não judeus. A partir de 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial, o número de imigrantes judeus aumentou para 60 mil.

Com incentivo da Inglaterra, a imigração passou de 5 mil ao ano (1929) para 60 mil imigrantes anuais. Os conflitos começaram a se tornar mais freqüentes e foi criado o Haganah, uma espécie de força paramilitar de defesa dos imigrantes judeus.

Veio a Segunda Guerra Mundial e a imigração só aumentou, pois a Europa era um território perigoso para os seguidores de Javé.

Mas com o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo se comoveu com o holocausto perpetrado pelo nazistas contra os judeus e ficou decidido que era necessário a criação de uma nação para as vítimas do massacre dos campos de concentração. Nada melhor do que levar os hebreus de volta ao monte Sião, seu antigo lar, onde moravam árabes há mais de mil anos.

Numa resolução da ONU, facilitada por uma ardilosa manobra política do brasileiro Oswaldo Aranha, foi criado o Estado de Israel, que dividiu a Palestina em duas partes.

A partilha destinou aos judeus as terras mais férteis da Palestina, como a planície costeira e a planície do Esdrelon, além do Lago da Galiléia. Embora a população árabe, na época da partilha, comportasse 2/3 da população total da Palestina, de 1.936.000 habitantes, a ONU lhe destinou cerca de 42%, enquanto os judeus ficaram com 57% e 1% passou a ser zona internacional, pois se tratavam de lugares sagrados para os dois povos. Nessa partilha, ainda 700 mil palestinos foram expulsos de suas casas (que estavam no novo território judeu) e guardam suas chaves até hoje.

Próximo post – As Guerras Árabes-Israelenses
 
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