quinta-feira, 21 de maio de 2009

Efeito Kassab

Entrou em vigor (efetivamente) a versão carioca da Lei Cidade Limpa, implantada na capital paulista pelo prefeito Gilberto "Vagabuuuuundo" Kassab. Centenas de outdoors devem ser retirados na Zona Sul carioca nos próximos dias.

Além da operação, o prefeito Eduardo Paes também sancionou a lei que obriga a tradução de todas as expressões estrangeiras presentes em anúncios veiculados em estabelecimentos do Rio de Janeiro.

Expressões como como "delivery", "off" e "sale" deverão estar acompanhadas das suas respcetivas traduções em português. Segundo o vereador Roberto Monteiro, autor da medida, a lei defende o uso da língua portuguesa e garante que qualquer pessoa tenha acesso à informação.

Os estabelecimentos que não cumprirem a nova lei poderão ser multados em R$ 5 mil.

Algumas medidas são realmente desnecessárias, a não ser que haja uma intensão política por tras disso (e é lógico que há). O cara que não sabe que Off numa vitrine é uma liquidação também não sabe que 50% é metade. Aliás, na maioria das vezes ele nem é o público alvo da loja.

Ainda em tempo - Enquanto isso, o índice de criminalidade no Rio de Janeiro continua o mesmo.

6 comentários:

Bruno Vox disse...

É muito mais fácil e barato fazer essa uma lei desse nipe do que oferecer um sistema educacional mais digno. O inglês é uma língua universal, a pessoa que não sabe um mínimo de inglês é praticamente uma analfabeta.

Ricardo disse...

Realmente as soluções para resolver a burrice da população, é sempre estorquir dinheiro ao invés de ensinar.!

pandion.etus@gmail.com disse...

Tucano, sobre o último nerdcast, vocês esqueceram de citar um outra raça que coexistiu com o neander e o sapiens, que era o gigantopithecus. Cara, se você tiver informações sobre ele, ia ser legal comentar na sessão de emails do próximo nerdcast. Eu sempre falei sobre essa raça e até hoje sou zuado por que falam que eu acredito em pé-grande. Então uma 'autoridade' do meio academico falando sobre isso ia me ajudar bastante hehe. Abraço cara

Picard disse...

Artigo interessante, porém discordo um pouco do seu ponto de vista.

Aplicar uma lei dessas é simples. Alguns fiscais no início e pronto. Após a rápida absorção da lei esse efetivo nem seria necessário. Se houver alguma segunda intenção no decreto, diria que a motivação é econômica e não política.
Mas, quanto a medida em si, não sou contra. Em países europeus como França e Itália a população valoriza sua língua, pois está diretamente ligada a identidade da nação, palavras inglesas inseridas em anúncios direcionados ao povo são vistos com maus olhos. Aliás, lá todos os filmes americanos nos cinemas são dublados.

Talvez a medida poderia vir dentro de um pacote de leis que visassem a valorização da cultura brasileira, e não isolada. Infelizmente nossa cultura é vista por alguns seres globalizados e alienados como ridícula.

Quanto a criminalidade no Rio, índices comprovam que a cidade de São Paulo é bem mais violenta. O problema é a configuração do Rio onde cada bairro possui seu gueto, (com exceção da Urca, que é assim devido a presença do alto comando do exército e por ser um bairro onde o acesso e a saída se dá por um único ponto estrangulado)enquanto em São Paulo a classe abastada em geral está afastada da periferia (algo que vem mudando de uns tempos pra cá). A "sensação de segurança" portanto é muito mais presente.

Com certeza o tema criminalidade rende muito ibope e vendas de jornais as organizações midiáticas como a globo (com sede no Rio), por isso o assunto é hiperventilado na mídia. Não digo que não exista violência na cidade, muito pelo contrário. Mas a classe rica e média tem que assumir sua culpa nisso. Afinal, quem emprega com mão de obra quase escrava a classe pobre e miserável ( a empregada que limpa sua casa, o faxineiro que limpa o chão do seu prédio), ou apoia com o voto governos que não possuem nenhuma proposta social relevante(que não seja bolsa esmola ou cheque cidadão da vida)?

O problema da violência é sistematico e estende seus tentáculos na política, na polícia e na mídia. Não vai ser resolvido com um simples ato do prefeito, mas de ações conjuntas de todas as esferas de poder e da população.

leandroflores disse...

Concordo com o Picard com relação à valorização da língua... não acho errado valorizar a língua portuguesa. Escrever em inglês é só uma maneira de tentar fazer uma classe da sociedade se sentir elitizada por, teoricamente, ter acesso a informações incompreensíveis aos "ignorantes". Só que também acho que falta um complemento à esta medida, que trataria de valorizar o patrimônio cultural do Brasil e da cidade.

Agora quanto à lei da cidade limpa? Eu moro próximo de São Paulo, e diminuir a poluição visual ajuda bastante. Mas como o Kassab já provou, a medida tem um impacto eleitoral fantástico. É bem possível que a medida seja puramente eleitoreira.

Um grande abraço.

leandroflores disse...

Concordo com o Picard com relação à valorização da língua... não acho errado valorizar a língua portuguesa. Escrever em inglês é só uma maneira de tentar fazer uma classe da sociedade se sentir elitizada por, teoricamente, ter acesso a informações incompreensíveis aos "ignorantes". Só que também acho que falta um complemento à esta medida, que trataria de valorizar o patrimônio cultural do Brasil e da cidade.

Agora quanto à lei da cidade limpa? Eu moro próximo de São Paulo, e diminuir a poluição visual ajuda bastante. Mas como o Kassab já provou, a medida tem um impacto eleitoral fantástico. É bem possível que a medida seja puramente eleitoreira.

Um grande abraço.

 
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