quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Guerra dos Seis Dias

Poucas vezes se viu na história uma guerra com vitória tão ampla e em um espaço de tempo tão curto.

Em 1966, o serviço secreto soviético passou informações para o governo da Síria de um iminente ataque em massa de Israel contra seus vizinhos árabes.

Preocupado com a ameaça de um ataque fulminante, nosso amigo Nasser (o Chávez egípcio) mobilizou tropas para a península do Sinai, mandou embora as tropas da ONU (inclusive com contingente brasileiro) que garantiam o cessar-fogo na península do Sinai desde 1957 e bloqueou o estreito do Tiran.

Vendo que seus planos poderiam ser frustrados pelo inimigo, Israel, dessa vez devidamente apoiado pelos Estados Unidos, desferiu um “ataque preventivo” contra a força aérea do Egito. De um total de 154 aeronaves que o país dispunha, sobraram-lhes apenas 14, sendo que a maioria foi destruída antes mesmo de sair do chão.

A guerra estava declarada. Mais uma vez, Jordânia, Síria e Egito, apoiados por Iraque, Kwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão, atacaram Israel. Sem apoio da Força Aérea Egípcia, os árabes ficaram fragilizados e em três dias toda a península do Sinai e Faixa de Gaza (já ouviu falar dela?) foram dominadas pelos Israelenses, sob o comando do General Ariel Sharon (aquele velhinho bondoso que agora vegeta em um hospital).

Logo depois caiu a Cisjordânia, e após violentos confrontos, as Colinas de Golã, na Síria foram tomadas por forças Israelenses.

Legenda: A parte bege é o território de Israel depois da Guerra de 1948, a parte azul (Sinai, Cisjordânia e Golã são as partes ocupadas na Guerra dos Seis Dias).

Ao final do sexto dia de guerra, os países árabes pediram arrego, pois tinham perdido mais da metade de seu poderio bélico, além de terem 18 mil mortes, contra menos de 800 de Israel. Além disso, mais 350 mil palestinos se tornaram refugiados e sem pátria. Isto é, passaram a viver em barraquinhas sem água, sem comida e sem medicamentos.

Cagando na cabeça da ONU desde 1967 - Em Novembro de 1967, as Nações Unidas aprovam a Resolução 242, que ordenava a retirada de Israel dos territórios ocupados e a resolução do problema dos refugiados palestinos. Israel não cumpriu a resolução para se retirar dos territórios ocupados, e avisou que só negociaria se os estados árabes reconhecessem o estado de Israel.

A Liga Árabe, por sua vez, se reuniou e anunciou uma mensagem de compromisso para o mundo: Não às negociações diplomáticas e reconhecimento do Estado de Israel, que lhes havia causado um grande prejuízo.

Mesmo passando-se mais de 40 anos dessa guerra, os fatos ocorridos deixaram as mais diversas feridas abertas. Uma delas diz respeito ao hoje ministro da infro-estrutura israelense, Benjamin Ben-Eliezer, que cancelou uma visita ao Egito em 2007 por medo de represálias. Acontece que o mesmo ministro citado é acusado de ter executado 250 soldados egípcios já rendidos durante a Guerra dos Seis Dias.

2 comentários:

b disse...

Não sou anti semita, mas há fatores:
Israel considera o povo palestino como o filho bastardo da região, uma rixa desde Abraão.
Bush tá saindo, porém, é acionista das fábricas de armamentos, cujos donos são em maioria, judeus.
Comer um presuntinho é pecado, mas fazer "presuntos" de pessoas(40% crianças, não é pecado).
E nem há o que se esperar muito de Obama, que não se elegeu à toa não.
Isso não vai acabar.
Os + ricos, + armados, + articulados e mundialmente articulados, vão continuar a expremer em espaço e carne o povo palestino.

ANGELA GUERREIRO disse...

ISRAEL É O POVO ESCOLHIDO DE DEUS, DOA A QUEM DOER ISRAEL SEMPRE VENCERÁ TODAS AS GUERRAS.

 
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