quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Guerra do Suez - 1956

Em 1954, subiu ao poder no Cairo um militar egípcio que havia se destacado na Guerra de 1948. Seu nome era Gamal Abdel Nasser e ele era tipo um Hugo Chavez das pirâmides.

Além de reformas agrárias e mudanças na economia e política, Nasser apoiava o Panarabismo, ou seja, a união das nações árabes em prol de objetivos comuns.

Cheio de moral, Nasser resolveu nacionalizar o Canal de Suez, o que desagradou profundamente as potencias européias França e Inglaterra. De quebra, Israel resolveu protestar junto, pois o Canal era estratégico como única passagem para o Mar Vermelho, além de ameaçar os projetos de Israel de irrigação do Deserto de Negev.


Nessa época o tabuleiro de xadrêz da Guerra Fria estava sendo construido e os Estados Unidos tentaram se manter neutro (quem diria!!!). Em 1956, a aviação franco-britanica bombaredou o Canal e a capital egípicia, enquanto Israel desferiu um ataque fulminante, invadindo a Península do Sinai.

O Egito foi derrotado pelas tres potencias bélicas. Mas, como quem tem padrinho não morre pagão, a União Soviética, com interesses nos agora aliados árabes, passou a pressionar os americanos para que forçassem a desocupação das áreas invadidas, o que acabou acontecendo.

No final das contas, o Egito perdeu, mas saiu vitorioso, com o controle do canal. Enquanto Inglaterra, França e Israel ganharam, mas não levaram!


Curiosidades sobre o canal:


Quem construiu o canal foi uma empresa francesa. O cascalho veio da França, mas a mão de obra foi egípicia. Calcula-se que mais de 1,5 milhão de egípicios tenham trabalhado ao longo dos 10 anos de construção e que 125 mil tenham morrido, sobretudo de colera.

No final do século XIX o Egito teve que vender sua parte para os ingleses, pois sua dívida externa para com aquele país chegava a níveis extratosféricos (conhecemos bem essa tática anglicana).

PS.: Amanhã, A Guerra dos Seis Dias.

2 comentários:

Fabio Sales disse...

Putz! O cara era o Hugo Chavez mesmo! Excelente artigo!

Nuca disse...

Assim como os EUA, Israel tem uma industria bélica muito forte, e que como todas deste ramo, precisam da guerra pra lucrar.

Os palestinos hoje estão guerreando por terra. Mas se tivessem terras, continuariam a ter conflitos, pois de imediato não teriam recursos para se manterem, infraestrutura, industrias, agricultura. A revolta então se voltaria pra OLP, Fatah, Hamas, Hezbollah, etc. E o Irã não teria mais interesse em financia-los

Resumindo: Vai demorar muito pra existir paz ali.

Parabens pelos posts, Tucano!!! Estou aguardando mais

 
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