terça-feira, 6 de janeiro de 2009

1948 - A Primeira Guerra Árabe-Israelense

Então, em maio de 1948, ao fazer um acordão de fazer inveja ao congresso brasileiro, o Estado de Israel foi criado. Mas os países da Liga Árabe não aceitaram a resolução da ONU e declararam o propósito de proclamar um "Estado Unido da Palestina", em detrimento de um Estado Judeu e outro Palestino.
Partilha da Palestina proposta pela ONU

A proposta foi rechaçada e assim, Transjordania, Egito, Síria, Líbano e Iraque atacaram os judeus em Israel, ato que foi condenado por Estados Unidos, União Soviética e Israel, que consideraram o ataque ilegítimo.

Nos primeiros meses, as tropas da Liga Árabe conseguiram grandes progressos, embora isso tenha acarretado massacres de civis judeus já rendidos.

A intenção dos mulçumanos era a destruição total do estado de Israel. "Conduziremos um massacre para rivalizar com aqueles conduzidos pelas hordas mongóis", diria as anotações de um oficial da Liga Árabe.

Apesar de mais numerosos e treinados pelos ingleses, os árabes tinham alguns pontos que os deixavam em desvantagem na guerra:

● As primeiras invasões árabes foram feitas por milícias e não por tropas regulares, o que acarretava falta de organização e eficácia.

● Quando as tropas regulares invadiram a palestina, não existia um comando centralizado por se tratarem de 5 nações soberanas.

● As tropas israelenses eram melhor treinadas e mais bem equipadas com armas contrabandeadas da Tchecoslováquia.

● O povo judeu estava mais mobilizado em esforço de guerra para resistir, pois compartilhavam de um sentimento mais forte de nacionalismo, ao contrário dos palestinos que em algumas partes sentiam um forte desejo de serem anexados à outras nações mulçumanas.

Quando o jogo começou a virar para o lado judeu, a carnificina teve força igualmente aterrorizante. Se na invasão árabe, civis judeus foram massacrados, no contra-ataque israelense, dezenas de vilas palestinas foram devastadas por bulldozer e a prática de estupro de mulheres palestinas tornou-se freqüente.

O ataque árabe se mostrou ineficiente e desastroso. Ao final da guerra, Israel dominava 78% do território palestino (21% a mais do que na partilha da ONU), enquanto o Egito ocupou a Faixa de Gaza e a Trasjordania anexou a Cisjordania.


PS.: Eu havia dito que seria uma série de 3 posts, mas fica impossível falar das cinco guerras num só post. Vou postando diariamente até acabar...

9 comentários:

Bruno Vox disse...

Será que isso tudo apenas para mostrar qual "deus" é o maior?

Alah ou Javeh?

Esse pedaço de terra seca é a promessa de Iaveh para o seu povo(judeu) segundo a Bíblia.

A Bíblia é cheia de simbolismo e contos fantasiosos que a grande maioria pela cega fé levam as lendas bíblicas a fogo e ferro.

Muitas histórias bíblicas são apenas ilustrativas. A Criação, Jó, Apocalipse, etc. são apenas meros contos com uma moralzinha, nada mais do que isso.

Talvez a terra prometida que devemos alcançar é a realização de vida, talvez seja ser feliz plenamente, sei lá, cada um tem sua terra prometida.

Esse confronto beira a irracionalidade, pois achar que Deus passou a escritura da terra em pedaço de pergaminho é muita "ingenuidade".

Como diz a Bíblia: "A Letra Mata".

Anônimo disse...

boa cara

nerdherd (david) disse...

Gostei muito do post..esperando o terceiro da série

nerdherd (david) disse...

Gostei muito do post..esperando o terceiro da série

alexandre disse...

é a briga dos deuses, igual no último reino do cornwell! hahaha

Douglas Sasquatch disse...

Fernando, tenho uns amigos que adoram discutir sobre esse maldito banho de sangue que já durou tempo demais.
Uns dão razão aos árabes, outros aos palestinos...

Sabe aquela expressão em inglês que dizemos ás crianças quando duas(ou mais) querem brincar com a mesma coisa: "If you both fancy this, you must share it!"?
Esses caras não sabem compartilhar nada! E o pior é que se for pelas vias diplomáticas(espero estar enganado) isso vai se estender até depois que nossos netos tenham morrido!!!

A solução mais rápida para isso é terraplanar tudo!!! Tacar uma dúzia de ogiva nucleares lá... fazer um reboot geral. Muitos diriam que sou radical, mas para e pensa: alguém vê(seriamente) uma solução a curto ou médio prazo para esse conflito todo??

Ah! É a terra santa! Tudo bem... se você acha isso, não guerreie na porra da terra santa!!! É uma hipocrisia danada de todos os que fomentam esse ódio dizendo que se está lutando pela paz do seu povo e o escambau em pleno solo sagrado.

Não curto violência em nenhuma forma. Sou totalmente contra uma pessoa matar a outra, sob quaisquer alegações, mas isso já me encheu muito, cara!!! Guerra é uma merda!

"Fighting for peace is the same as fucking for virginity!"

Gustavo F. disse...

Quando este último conflito começou, me perguntei qual era a razão de tantas batalhas na região durante todas essas décadas.

A história da região é complicada pois mistura fanatismo político e religioso, o que torna esta guerra ainda mais sangrenta.

Seus posts estão sendo diretos facilitando, assim, o entendimento do que vem acontecendo naquela região.

Continue assim...

Adam Foerster disse...

Post legal, mas em 1948 os israelenses não estavam mais bem equipados de nenhuma forma. As armas e equipamentos que eles comtrabandearam nesse período já obsoletas.

Anônimo disse...

Se vocês soubessem o que está reservado, profeticamente, para aquela região e qual o futuro de Israel, você ficariam doidos. O armagedom está às portas; morrerão 1/3 da população da terra. Depois, haverá 1000 anos de felicidades e depois será o fim do mundo. Ninguém é obrigado a acreditar nisso.

 
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