quarta-feira, 19 de março de 2008

O Vice Quércia

Marta Suplicy e seu PT andam flertando com um velho conhecido do Estado de São Paulo: Orestes Quércia.

Quércia está sendo cotado para ser o vice na chapa de Marta e é conhecido como "O Homem que quebrou o Banespa". A dobradinha parece perfeita. A madame e o safado.

Pode ser pessoal, mas eu sinto um asco profundo ao ouvir o nome do Sr Orestes Quércia. Isso vem de muito tempo, desde que eu o ouvi contar, em horário eleitoral gratuito, sua história de vida.

Quércia hoje é dono de uma fortuna imensurável e, com orgulho legítimo, ele diz que quando jovem não tinha dinheiro para comprar um sanduíche de mortadela e usava um sapato de sola furada.

Vejamos, agora ele é milionário, mas antes era palpérrimo. Vamos analisar a carreira dele:

1962 - Vereador por Campinas (aos 24 anos)
1966 - Deputado Estadual por São Paulo
1969 - Prefeito da cidade de Campinas
1974 - Senador da República por São Paulo
1982 - Vice-Governador do Estado de São Paulo (Chapa de Franco Montoro)
1987 - Govenador do Estado de São Paulo

Note que neste período (62-90) ele ocupou cargos públicos em que a remuneração oficial apesar de abastada, não permite a edificação de uma fortuna.

Eu pensei que, depois de 1994, quando ele perdeu o 4º lugar nas eleições presidenciais para o falecido Dr. Enéas Carneiro, ele tivesse desistido das candidaturas para o executivo. Mas estou vendo que me enganei.

O pior de tudo é que, contra essa dupla dinâmica, só teremos o atual prefeito Gilberto "Sai daqui VAGABUUUNDO" Kassab.

domingo, 16 de março de 2008

A falacia do Saco Plástico

Eu sei que estou nadando contra a corrente e que, mais dia, menos dia, os sacos plásticos de supermercado vão ser pagos ou simplesmente acabar!

Baseados no ecologicamente correto (aliás, odeio tudo que é correto), os supermercados estão "incentivando" as pessoas as trazerem de casa ou comprarem sacolas de tecido. A desculpa é: o saco plástico não é biodegradável e polui o meio ambiente.

Bullshit!!! O saco plástico do supermercado realmente degrada o planeta. Assim como o saco de lixo. Mas alguém deixará de usar sacos plásticos no lixo de casa, na lixeira da cozinha, etc?

Pois é, a única coisa que vai mudar é que, você terá que usar uma sacola escrota de tecido para levar as compras e, ao invés de reutilizar os sacos de supermercado no lixo de casa, irá ter que comprar sacos de lixo.

Por isso, não caia nesse engodo de ecologicamente correto, como bancos que usam papel reciclado, mas que na verdade só querem foder teu bolso, ou supermercados que te forçarão a comprar sacos de lixo!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Como Hsun-Tzu (ou, Porque não sou democrata)

Há algum tempo eu devo explicações sobre meu alinhamento político-social. Algumas vezes eu critiquei tiranos, mas ainda assim disse que não era fã da democracia.

Pois bem, vou tentar explicar. A democracia plena, como todos sabem, é o governo feito pela vontade da maioria através do sufrágio. Como maioria entenda-se o Povo. Francamente, eu considero o povo inapto para saber o que é melhor para si. Na democracia você entrega o destino de uma nação nas mãos de uma maioria que nem sempre é esclarecida, que na maioria das vezes não tem estrutura para discernir sobre o que é melhor em longo prazo.

Em suma, o povo é como uma criança bem pequena. Nenhum pai zeloso deixa seu filho fazer o que bem entende. Uma criança, assim como o povo, precisa de alguém que cuide dela. Que freie impulsos egoístas e que o eduque.

Na minha concepção, o ideal seria um governo forte e enérgico (leiam como ditadura esclarecida se quiserem) que combatesse a corrupção e a criminalidade de forma drástica (leia paredão mesmo) e investisse na educação e saúde da população.

Só com punição exemplar o cidadão começaria a respeitar as leis. Não por sua índole ter mudado e sim pelo medo das conseqüências.

Aí você vai me perguntar: "Porra, isso é Cuba. E o Jack critica Cuba e critica o Fidel!"

É aí que entra um sábio confucionista chamado Hsun-Tzu, também conhecido como Xunzi, que ao contrário de seu mestre, Kung Fu Tzu (Confúcio), acreditava na maldade inata. Eu acredito nisso: o ser humano é, se não mau, ao menos egoísta por natureza. Digo isso por diversas situações que observei e observo, mas que não incluirei nesse texto, mas posso incluir nos comentários se necessário).

Daí temos o problema que convencionou-se chamar de "O Poder Corrompe o Homem", quando na verdade é o homem é que corrompe o poder. Com base nisso, nós podemos projetar que, uma ditadura bem intencionada se tornaria em apenas mais uma ditadura em um curto tempo. Teríamos aberrações como Fidel, Pinochet, Stalin, Hitler e Mao Tsé Tung.

As conseqüências seriam apenas dejavus da história recente. O pai zeloso passa a amar o poder e suas vantagens mais do que a seus filhos e sem que se perceba o bem-estar do povo está comprometido.

Bem, como a natureza humana segundo Xunzi, não permite esse sistema, o que nos sobra é a democracia (ou a anarquia no sentido moderno e errado da palavra). Em nosso país a democracia pode não ser perfeita, mas é justa. O povo tem o que o povo merece. Nada mais, nada menos do que isso.

segunda-feira, 10 de março de 2008

A prosperidade indiana


Nem Gates, nem Slim. O homem mais rico do mundo é o investidor americano Warren Buffet, que acumula US$ 62 bilhões. Apesar de bilionário, Buffet é despojado e vive na mesma casa que comprou décadas atrás por US$31.500,00. Após sua morte, o magnata irá doar sua fortuna para a caridade, deixando para os filhos apenas o bastante para que tenham uma boa vida.

Mas o que mais me impressiona na lista da Forbes deste ano é que, dos 10 homens mais ricos do mundo, 4 são da Índia. Logo após Bill Gates, temos Lakshmi Mittal, da área da siderurgia (US$45 bi), Mukesh Amabani, do mercado petroquímico (US$43), Anil Ambani, irmão de Mukesh e que tem negócios diversificados (US$42 bi) e KP Singh, que aparece em 7º lugar, com uma fortuna de US$30 bi, baseados no mercado imobiliario.

Em posse de informações tão valiosas, Jack se pergunta: Porque Apu Nahasapeemapetilon
ainda está em Springfield se fodendo atrás do balcão do Kwik E' Mart?

quinta-feira, 6 de março de 2008

Sitala


Está online o primeiro capítulo do conto Sitala, escrito por mim e ilustrado por Brunner Franklin. É só clicar aqui.

terça-feira, 4 de março de 2008

Projeto Caos 05 - ¿Porqué no te Callas?

Crônica de um Dragão - Parte 2

Um dia o Dragão teve uma revelação. Uma luz apareceu e disse a ele: Saiba escolher com quem andas. O Dragão apagou a luz e continuou com seus amigos leais, mas encrenqueiros. Um deles em especial era leal demais e encrenqueiro demais. Onde ia, arrumava briga. Parecia um para-raio de confusão.

Certo dia, saindo de um boteco, o amigo leal soltou um arroto. Um belo arroto, diga-se de passagem. O boteco era longe de casa – leia-se: em território inimigo – e um bando de malandros tão encrenqueiros e alcoolizados quanto o amigo do Dragão, se levantou e um deles bradou:

- Ninguém arrota na minha área!

Foi o bastante para um combate.

Ensandecidos, os inimigos atravessaram a rua com muita disposição. Um deles tinha uma cadeira de metal e foi direto para cima do Dragão. Quando chegou bem perto, desceu a cadeira com toda força. Mas o Dragão não era mais um Carpa e defendeu o golpe. Num só movimento aparou a cadeira, tirou das mãos do agressor e devolveu-a na lata do maluco. Era um oponente a menos.

Infelizmente, o bando era deveras numeroso. Sei lá, devia ser uns 3 para 1, fora as namoradas dos caras que socavam e eram socadas. Aliás, uma disse que o Dragão era um covarde porque tinha socado a amiga dela. Outra o chamou de fraco, pois tinha sido golpeado por outra amiga. Uma bela confusão que não teve lá uma lição tão importante. Quarto Ensinamento do Dragão: Se estiver em território inimigo, não arrote alto, ou esteja preparado para o pior.

No dia seguinte o antebraço do Dragão estava moído por causa da cadeira de metal que ele havia aparado. A lição foi um pouco melhor. Quinto Ensinamento do Dragão: Quando a cadeirada for iminente, não defenda, esquive-se.

Frase da Semana

"Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros."

Confúcio
 
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