
Desde que o juiz foi introduzido no esporte bretão, ele é o cara mais citado nas bocas dos educados torcedores, que em geral, gostam de discrever as aptidões profissionais da mãe, da esposa e das filhas do árbitro. Na história recente, tinhamos uma seleção de técnicos chorões. Os que mais se destacavam eram Leão, Levir Culpi, Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho.

O time mais chorão (não sem motivos) era o Santos, que vivia tendo gols mal anulado e sofria com as interdições de Zveiter. Hoje o que temos é uma epidêmia de reclamações de técnicos e jogadores, dizendo-se injustiçados e perseguidos.

Nesse final de semana o Corinthians ganhou, mas mesmo assim berrou no microfone da mídia. O São Paulo, que sempre berra, dessa vez ficou calado, já que foi favorecido pelo árbitro. Cadê o Marco Aurélio Cunha para chorar agora? O Botafogo (ahhh o Botafogo!), chorou que nem gente grande a derrota para o Flamengo.
De duas uma, ou transformamos o futebol em um esporte parado como o Futebol Americano, com consultas ao vídeo em lances duvidosos. Ou deixamos rolar e aceitamos que a falha do juiz faz parte do jogo e que nunca teremos um juiz imune aos erros.
Botafogo: Mais uma vez o Botafogo quase chegou lá. Como não chegou, a culpa foi do juíz. A culpa não foi do golaço do Tardelli. A culpa é do árbitro! Eles realmente acreditam que o Fábio Luciano (despido) não sofreu penalty. Eles realmente acreditam que não foi a falta de pontaria dos atacantes alvinegros a verdadeira culpada pela derrota.
O pior é que o jogo foi bonito, a torcida deu um show e o Botafogo jogou bem. Agora, como torcedor, eu só posso dizer uma coisa à CACHORRADA ALVINEGRA!CRÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÚUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!











