terça-feira, 29 de janeiro de 2008

História de um Carpa - Parte 1

Como havia prometido, irei contar a saga das minhas porradas, que foi censurado no Nerd Cast (com razão, diga-se de passagem), mas que não pega nada se eu escrever aqui. Como são várias histórias, irei publicá-las em ordem cronológica. Começa com a formação do Dragão e se estende até a redenção e o pacifismo.

As histórias do pequeno Carpa que achava que seria um samurai começaram na década de 80, em Santos. Tentei fazer Karatê, numa academia chamada Dragão Vermelho, com um Sensei chamado Toninho. Apesar do esforço, fiz apenas 3 meses, porque ficou muito caro e meu pai não teve grana para pagar. Nessa época também eu achava que "o" Shaolin era uma cara que lutava bem melhor do que o Bruce Lee.

Eu sempre fui muito magro e muito cabeludo, o que me fazia ter a aparência de um alien cabeçudo. Como já disse, eu sempre tive amigos mais velhos e os piores deles eram os irmãos Matsui. Dois japoneses sem alma. A principal diversão deles era me fazer brigar na praia, depois do jogo de futebol de sábado. Era sempre a mesma história: para ver a porrada rolar, eles escolhiam um cara que tivesse mais ou menos a minha idade e começavam a botar pilha errada nos muleques. Eu, como nunca fui de correr de briga, encarava e na maioria das vezes me dava mau.

Isso foi me moldando para ser um verdadeiro porrador, porque a primeira lição de um lutador é aprender a apanhar. Com o tempo porém você acaba aprendendo a bater também.

O auge dessa fase foi quando o Cláudio, um aluno do meu colégio que morava em Cubatão e era bem mais forte do que eu, resolveu que iria me bater. Eu acho até que mereci, já que o rapaz almejava ser um compositor de samba e ao apresentar suas composições a mim e a mais outro menino, nós zuamos ele até ele não tolerar mais.

Minha segunda lição foi saber que não se deve zuar um cara maior, a não ser que você tenha plena consciência que pode suplantar a deficiência física com habilidade. O que não era o meu caso aos 9 anos.

Esse Cláudio de Cubatão, me perseguiu durante uns 10 recreios seguidos. Minha sorte é que eu era muito rápido. Mas, sabem aquela parada que dizem: você pode fugir, mas não pode se esconder...(?) Então, um dia ele me pegou. Olhou no meu olho e disse: Agora tu vai morrer.

Eu teria de fato morrido, não fosse a sorte, que me ajudou muito. Quando ele se aproximou de mim, pisou sem querer no meu pé. Ao tentar fugir, eu (também sem querer) tirei o apoio dele e ele foi para o chão apoiado com os dois cotovelos. Se ralou todo o coitado. Eu juro que foi sem querer, mas a fama pegou. Todo mundo achou que eu tinha cansado de fugir e enfrentado o Cláudio. E o melhor: eu tinha vencido.

Lição 3: A sorte ajuda os vencedores. Mas não conte sempre com ela.

CONTINUA NO PRÓXIMO POST

4 comentários:

um tal de Robertinho disse...

Excelente!!!
Caguei de rir ao imaginar.
Mande a parte II que eu tenho certeza que já tá escrita... e deve até fazer tempo, já.
Tuas memórias são devem ser contadas...pois são ricas pácas.
E como tu sabes contar muito bem, o sucesso é certo
Agora em tom de bronca: Muito melhor que escrever piadinha de mau gosto sobre a morte do ídolo dos outros...Tá certo que eu sou fã mesmo é do Coringa. Mas a admiração pelo Heath tinha acabado de chegar...já se foi... e tu pegaste pesado. Pega leve da próxima vez.

Enfim... Nando é Nando.... q se pode fazer com o autor da fala abaixo:
- Pare! Esta noite não haverá briga!!!..
pausa..
segundos depois:
- Vamo distribuí a porrada e sair fora do pico.
(antes do meio do show do Rappa)

Jack disse...

Huahuahuhauha, não escrevi ainda Roberto. Mas amanhã eu posto com certeza! hehehe Abraço.

Dadi disse...

Quero ver a hora da barquinha...

QUEIROZ disse...

Demais, demais. Estilo Jerry Mitchell X Buddy Revell.

 
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